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domingo, 29 de janeiro de 2012

Pequim registra recorde da poluição e voos são suspensos


10 de janeiro de 2012 • 06h31 • atualizado às 10h30

Uma poluição tão forte que não pôde ser medida cobriu a cidade de Pequim na segunda-feira e provocou o atraso ou cancelamento de mais de 150 voos, mas as autoridades locais consideravam a qualidade do ar "boa".

Segundo o site do aeroporto internacional de Pequim, o segundo mais movimentado do mundo, 155 pousos e decolagens foram adiados ou anulados. A embaixada dos Estados Unidos, que calcula de maneira independente a qualidade do ar, informou que a poluição na capital chinesa superava na manhã de segunda-feira o nível "perigoso", o mais grave em seu índice.

A Agência do Meio Ambiente de Pequim considerou "boa" a qualidade do ar da capital, mas as autoridades chinesas são acusadas regularmente de subestimar o risco da poluição. A nuvem de contaminação, que reduziu consideravelmente a visibilidade, se dissipou em boa parte durante o período da tarde.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5550852-EI8143,00-Pequim+registra+recorde+da+poluicao+e+voos+sao+suspensos.html
Acessada dia 10 de janeiro de 2012

RESENHA:

                O desenvolvimento das nações sempre será proporcional ao aumento da poluição

O Desenvolvimento econômico em geral sempre contrastou com graves problemas internos, entre os mais evidentes está a Poluição.

Infelizmente, pode-se dizer que é impossível uma nação se desenvolver sem poluir.

Na China, a questão do meio ambiente é um problema grave que prejudica muito os seus habitantes. Alem de prejudicar a saúde da população, já chega a atingir países vizinhos. Impedindo assim até mesmo o trafego aéreo.

O que acontece muitas vezes é que as nações anseiam por desenvolvimento, para ser mais especifico, pelo lucro então passaram a priorizar o desenvolvimento econômico em detrimento do meio ambiente. Esse fenômeno aconteceu principalmente depois da Segunda-guerra mundial, que levou o mundo a uma corrida desenvolvimentista, onde a linha de chegada é a destruição do nosso planeta.

O crescimento econômico pode até permitir mais recursos para se investir na área de preservação ambiental, mas até que isso aconteça outros países também estarão procurando se desenvolver, e conseqüentemente poluído cada vez mais e mais. Levará um tempo para qualquer mudança no campo da sustentabilidade acontecer. Essa idéia de sustentabilidade deveria ter-se pensado muito antes da situação de alguns países estarem igual a essa, ao ponto do trafego aéreo ser impossibilitado pela grande quantidade de poluição na cidade.

De acordo com a noticia, as autoridades locais consideravam a qualidade do ar "boa". Mas é obvio que isso foi de certa maneira para não causar uma situação ainda mais constrangedora no pais, ou até mesmo evitar algum movimento da população contra o acontecido. Pois de certa forma isso é um crime para a natureza e conseqüentemente irá afetar também a saúde dos moradores da cidade.

Agora, já de acordo com a embaixada dos Estados Unidos, que calculou de maneira independente a qualidade do ar, informou que a poluição na capital chinesa superava o nível "perigoso", o mais grave em seu índice. E como sempre, os ESTADOS UNIDOS, preocupando-se com a população chinesa. Parece até comedia, eles não perdem uma oportunidade de rebaixar os seus países concorrentes, para assim ficar no topo (mais do que já está).

As autoridades chinesas são acusadas regularmente de subestimar o risco da poluição. Essa situação de risco está cada vez mais piorando com o passar do tempo e nada tem sido feito.

Não se sabe ao certo qual a situação do ar, e o nível de periculosidade da contaminação deste. A única coisa que podemos fazer é começar uma política de sustentabilidade, para se desenvolver sustentavelmente. O mundo está se deteriorando cada vez mais rápido, quem mais sofre com isso é a classe trabalhadora que se expõe a essa situação todos os dias e muitas vezes não pode arcar com as despesas de um sistema de saúde melhor.

Enfim, devemos ao menos ter esperança de que as nações se conscientizem logo dos problemas que a sua busca exacerbada pelo lucro está causando, não só para eles mesmo, como para o planeta.

Por: Lays Luchi

Desnutrição afeta 42% das crianças nos distritos pobres da Índia


10 de janeiro de 2012 • 13h55 • atualizado às 15h21

A desnutrição é uma "vergonha nacional" para a Índia, disse nesta terça-feira o primeiro-ministro do país, Manmohan Singh, após constatar que segundo um novo estudo, 42% das crianças indianas dos distritos mais pobres estão desnutridas.

Singh lançou na capital indiana o primeiro estudo em anos sobre o problema, que tem como título "HUNGaMA" e revela que a metade das crianças dos 100 distritos mais pobres sofrem atrofias ou desnutrição aos dois anos.

"Apesar do nosso impressionante crescimento econômico, o nível de desnutrição é inaceitavelmente alto. Não conseguimos reduzir este índice suficientemente rápido", se lamentou o primeiro-ministro durante a apresentação, que foi televisada pelos canais locais.

A economia indiana cresceu acima de 6,5% nos últimos anos, mas persistem graves desigualdades em função do território, e segundo relatório do Unicef de 2009, cerca de 61 milhões de crianças estão desnutridas, um terço do total global.

Reduzir a desnutrição à metade no ano de 2015 (desde as taxas de 1990) é um dos Objetivos do Milênio para a Índia: estima-se que para esse ano a taxa de crianças afetadas pelo problema na Índia deveria ser de 27,4%.

Entretanto, segundo o relatório, as taxas atuais são alarmantes nos distritos mais pobres do país, onde 59% das crianças menores de cinco anos apresentam atrofias e 92% das mães nem sequer tinham escutado a palavra "desnutrição".

"É evidente que as campanhas de informação não são satisfatórias. A lactação materna é seguida por menos da metade das mães e quase ninguém sabe dizer o que é desnutrição", disse à agência Efe a chefe da pesquisa, Rohini Mukherjee.

"É fundamental que sejamos capazes de atuar no período conhecido como dos ''mil dias'', desde que a mulher fica grávida até que a criança complete dois anos. As mães podem fazer coisas que não custam dinheiro, como recorrer à lactação", acrescentou.

O relatório, o primeiro desse nível realizado desde 2004, se baseia em uma pesquisa em 112 distritos da Índia pela fundação indiana Naandi. Os pesquisadores entrevistaram pessoas de 73 mil famílias.

As conclusões também contêm dados positivos, como a redução da taxa de desnutrição (há sete anos era de 53%) ou o fato de que as meninas, tradicionalmente discriminadas em grandes regiões, não estejam em uma situação ainda pior que a dos meninos.

"Os resultados desta enquete são ao mesmo tempo preocupantes e promissores", disse Singh. "Sempre achamos que o nível educativo de uma mãe, o status econômico de uma família, a higiene, o status da mãe na família ou a lactação afetavam a nutrição. O estudo validou essas hipóteses", acrescentou.

O primeiro-ministro da Índia expressou também que seu Governo decidiu, entre outras coisas, lançar um programa de desenvolvimento multisetorial, uma campanha de comunicação contra a desnutrição e iniciativas para garantir o bem-estar dos menores.

A Índia iniciou em 1975 um plano dedicado a lutar contra a praga da desnutrição, que consistia na implantação de centros dedicados a fomentar a formação nutricional e alimentar as crianças, mas o programa continua sem dar os resultados esperados.

Segundo diferentes especialistas, a maioria das crianças indianas têm uma alimentação monótona e baseada em poucos alimentos de origem vegetal, e além disso estão sujeitas a uma lactação deficiente.

Embora geral, o problema mais grave se concentra em poucas regiões, um arco do norte do país que na Índia se conhece com o nome de "Bimarou", referido a Bihar, Jharkhand, Madhya Pradesh, Rajastão, Orissa e Uttar Pradesh.

Em língua híndi, a palavra "bimar" significa doente, e em geral essas regiões costumam aparecer no fim dos indicadores de desenvolvimento humano: ali estão também os 100 distritos onde está mais presente a praga da desnutrição.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5551529-EI8143,00-Desnutricao+afeta+das+criancas+nos+distritos+pobres+da+India.html
Acessada dia 10 de janeiro de 2011

RESENHA:

                             Alto índice populacional, desigualdade social e a fome na India

A economia da Índia é a décima maior do mundo em produto interno bruto nominal e a quarto maior do mundo, atrás apenas dos EUA, da China e do Japão, bem como a terceira mais desenvolvida da Ásia. E está numa situação de grande preocupação internacional. O índice de crianças desnutridas segundo a noticia é de 42% nas regiões pobres do país. A desnutrição é o resultado de pouca alimentação; é quando há um desequilíbrio entre a necessidade do corpo e a ingestão de nutrientes essenciais. Mais resumidamente falando, seria a fome. A fome, que é um problema social em vários países principalmente os mais populosos.

Numericamente falando a Índia é o segundo país do mundo em população, perdendo somente para a China. Essa explosão demográfica causou impacto nas políticas públicas para a infância, não só na parte educacional, mas também quando se trata de alimentação.

Infelizmente o crescimento da agricultura não acompanha o crescimento populacional. Considerando que cerca de 60% da população da Índia hoje depende diretamente da agricultura, se amanhã a população continuar aumentando mais nesse ritmo, não haverá nem disponibilidade de terras para moradia de pessoas, piorando mais ainda o IDH, e as condições de vida no país.

O governo indiano deveria tomar providencias agora, antes que seja tarde e isso acabe por começar uma crise sócio-econômica no pais. Deve-se antes de tudo criar programas para o controle de natalidade, mas que gerem efeitos.

A desigualdade social do país é evidente. Ao mesmo tempo em que é uma potencia mundial, também é um dos países que apresentam mais problemas quando se fala de fome e miséria. O país deveria criar programas de incentivo ao trabalho, e dando uma oportunidade para aqueles que têm condições de trabalho e não o fazem por falta de oportunidade ou até mesmo poder aquisitivo.

Os sistemas de distribuição que oferece comida de graça às famílias que se encontram sob a linha de pobreza deveriam ser ampliados. Pois, muitas vezes a ajuda nem sempre chega aos que mais necessitam. Muitas vezes devido a corrupção desvia-se as verbas para tais programas e acabam por gerar problemas que geram conseqüências negativas para todo o pais. A luta contra a fome é, em primeiro lugar, luta contra a fome pela justiça social.

Por: Lays Luchi